No excelente artigo “What I Learned from Taiichi Ohno – Parte da Obra ” The Birth of Lean editado leo Lean Institute, tem uma passagem muito interessante sobre ambiente de trabalho.
Segundo Ohno, a forma que avaliamos o trabalhador conforma seu comportamento.
Para ilustrar seu ponto de vista, o criador do TPS observa que:
1 – Se o corpo gerencial define “trabalho” como estar fazendo alguma coisa, se prepare para conviver com pessoas muito ocupadas, mas que de nenhuma maneira criam valor. Eu adicionaria que, rejeitar, consertar, refazer podem significar trabalho também, mas adiciona custo.
Trabalho eficaz cria ambientes calmos, onde os trabalhadores tem possibilidade de observar e pensar nas oportunidades de melhorar o processo. Avalie o trabalho pelos resultados alcançados.
2 – O objetivo da manutenção é manter os ativos, o que é muito mais amplo que manter os equipamentos funcionando. O corpo de manutenção que estiver muito ocupado e “atolado” em problemas todos os dias, não está fazendo seu trabalho corretamente. De novo, aqui a calma no ambiente revelaria eficácia e eficiência no trabalho.
3 – O grupo de trabalhadores deve estar consciente do custo operacional. Principalmente os custos gerados por atividades não planejadas.
Lendo estes Ohnoisms citados na década de 70, não posso deixar de associa-los, às definições da Qualidade – Crosby):
O item 1, me remete ao máximo paradigma da qualidade. “Fazer certo da primeira vez – um processo que não produza defeitos”.
O item 2, me lembra que “O método para atingir a qualidade é a prevenção”.
E finalmente o item 3 define que “O preço da qualidade é o custo do não cumprimento”.
Totalmente alinhado com TPM, um modelo de gestão que visa eliminar perdas através da prevenção tornando a companhia competitiva. Através da educação dos trabalhadores.